0 Comments

MatériaMais Notícias

Fazer com que a liga de clubes saia do papelexigirá um árduo trabalho no futebol brasileiro. No painel “Leadership in Sport – Ligas da Europa podem ser referência para o Brasil?”, promovido pela FGV na manhã desta quarta-feira (14), Alberto Colombo, secretário-adjunto da European Leagues, apontou fatores que são cruciais para fomentar a liga profissional.

RelacionadasFora de CampoJornalista da Globo diz que Galvão ‘não é monstro’, após vazamento de reclamação: ‘Acontece sempre’Fora de Campo14/07/2021VARelator do PL do Mandante mostra otimismo por início de votação nesta quarta; saiba o que está em jogoVA14/07/2021

– Se fosse estruturada uma liga profissional, seria bem-vindo que os clubes se sentassem com todas as emissoras, as federações, no caso do Brasil a CBF e a fizesse a criação de um modelo que pudesse sustentar sua pirâmide. O futebol precisa de uma base, que são os jovens, para que o topo da pirâmide seja bem organizado e sustentável – afirmou.

O debate também trazia Pedro Trengrouse, coordenador Acadêmico do Programa Executivo FGV/FIFA/CIES em Gestão de Esportes, Francisco Clemente, head de esportes da KMPG Brasil e Duda Magalhães, da Dream Factory.

Colombo destacou a necessidade de um modelo de governança para que a liga seja criada.

– É necessário definir a forma legal. Como é o processo de decisão de votos entre os clubes, desde a criação da liga, porque todas precisam de uma clara de responsabilidade – e apontou que não há necessidade de ruptura com entidade:

– Não é preciso centralizar tudo na liga. Algumas coisas valem a pena deixar a cargo da federação. Não há problemas nestes assuntos – completou.

>Conheça o aplicativo de resultados do LANCE!

O secretário-adjunto da European Leagues (organização que representa 37 ligas) evidenciou boas referências para o futebol brasileiro.

– O segredo da Premier League, da Bundesliga, de La Liga, é um bom modelo de governança, é um bom manager. Javier Tebas, da Liga espanhola, é uma das pessoas mais preparadas que conheço. É preciso definir um enquadramento legal e um manager forte para a liga – disse.

>Confira a tabela completa do Brasileirão

Outro aspecto enaltecido por Colombo é a democratização nas decisões.

– O segredo é o da máxima democracia. Seria um erro maior dar mais poder de decisão a determinados clubes. Não existe um comitê geral, existe um órgão decisional. As ligas que propõem os votos de maneira ponderada, dando mesmo peso a todos. O equilíbrio competitivo é o futuro da liga – afirmou.

Aos seus olhos, a negociação de direitos também tem de ser ponderada por todos os clubes.

– Todas as ligas bem-sucedidas deixaram centralizadas a comercialização de direitos de TV, OTT e patrocínio. Esta centralização, negociação e distribuição de direitos tem de acontecer independentemente da federação, criando um modelo significativo. Os clubes precisam criar mecanismos de controle – e ressaltou:

– Hoje o mais importante não é gerar receita. O essencial é um sistema de controle de custos, com um critério de distribuição de receitas mais justo, mais equilibrado e em harmonia. É praticamente impossível trabalhar em harmonia sem ter este acordo, senão os clubes não entrarão em acordo – completou.

Related Posts